
Ontem diante do tédio inevitável que só férias em casa podem me dar e, em decorrência disso, das horas em frente ao computador vendo e revendo os perfis de redes sociais, percebi que tenho postado alguns vídeos meio românticos. De fora eu pensaria: só pode estar amando! Mas não, bem pelo contrario. Estou em uma fase em que o amor seria a ultima coisa a me acontecer, ele está bem longe de mim, e estou realmente satisfeita com isto.
Depois de perceber isto eu pensei: mas peraí, tem tudo a ver! O amor é para ser contemplado pelos que não amam. Os que amam, ou estão entretidos contemplando o sujeito amado, ou estão sofrendo por não serem correspondidos (estes provavelmente estão achando que o amor é uma merda!).
Os privilegiados a contemplar o amor, este ato tão bonito de duas pessoas que investem energias no outro e experimentam-se tão plenos (com aqueles sintomas psicofísicos maravilhosos!), somos nós, os que não amam!
Cheguei a conclusão que não amar (estando bem resolvido com isto, é claro) é a perfeita condição para amar o amor. Ler poemas românticos, ler livros que falem de amor, ver pinturas que retratem o amor, observar casais apaixonados, ouvir Vinícius de Morais...
Não amar é fazer do amor uma arte, um evento do mundo real que me afeta de um jeito belo!
O amor visto de fora é ainda mais lindo!

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